terça-feira, 12 de agosto de 2014
"Uma vez, quando eu era bem jovem, um visitante, um senhor de meia idade vendo na casa de meus pais um desenho que fiz representando o rosto de Dom Quixote de La Mancha, cobiçou o desenho (não queria comprá-lo, eu o teria vendido). Então perguntei-lhe: "O senhor admira Cervantes, como eu?" E ele respondeu: "Não! Admiro o Dom Quixote, a pessoa dele." Desinteressei-me imediatamente do tal senhor... Percebi nele um alienado, que não admirava a arte e muito menos o senso crítico e satírico de um escritor de gênio. O sujeito era esse tipo de idealista, fronteiriço na loucura estéril, que jamais criaria uma obra de arte, ele mesmo." (das Memórias de Guilherme de Faria)
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