sábado, 12 de dezembro de 2015

Sobre a apreciação da minha arte

"A minha arte foi desde muito cedo apreciada por muitas pessoas, às vezes às raias do entusiasmo. Não posso pois me queixar. Por falta de elogios não morrerei. Mas confesso que algumas vezes me senti confuso quanto a isso. Nunca me esqueço de que em 1972 durante a vernissage de uma exposição minha na Galeria Cosme Velho, aproximei-me de um jovem de óculos com cara de intelectual parado muito tempo diante de um desenho meu de um cavalo gestual a nanquim, e perguntei-lhe: "Você gosta?" E ele respondeu meio hesitante: "Humm, gosto, mas não sei se é bom..." Eu, surpreso, voltei a perguntar: "Por quê?" E ele respondeu: " Porque é bonito demais..." (das Memórias de Guilherme de Faria)

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