sábado, 25 de fevereiro de 2017

O Elogio da Virtualidade

"Aprecio extremamente a sociabilidade virtual das redes sociais. A esta altura da vida considero-a a forma ideal de relacionamento, sem muita aproximação (se não quisermos) mas sobretudo sem grandes intimidades. Há até mesmo, se soubermos manter, uma certa cerimônia como havia nas sociabilidades do passado, antes de desembocarmos na promiscuidade da Era das Massas. Podemos escolher a nossa melhor face, o nosso melhor ângulo, e isso nos aprimora. Estou sendo cínico? Talvez. Depois de muito conviver na vida ao vivo e a cores, posso comparar e reconhecer na nossa Era Virtual uma evolução que veio para ficar. Mas garanto que não me alienei e que conheço bem o ser humano. Por isso pude me retirar aos poucos e escrever com empatia e amor sobre ele, mais ao menos como um monge laico, se isso houvesse. Enquanto a sociedade, lá fora, mergulha na banalidade dos supermercados, trânsito, comércios, firmas e produtos... eu reconstruo aos poucos, no meu pequeno ateliê, o mundo de encantamento e poesia de minha infância interior, nunca esquecida..."
(das Memórias de Guilherme de Faria)

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