quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

A mente ociosa

A mente é muitas vezes arbitrária, ou ociosa... Madruguei assombrado por uma palavra obsessiva e tive que conferi-la no google, pois me parecia que devia ser outra. Quanta futilidade da mente! Sinápses enferrujadas? Uma vez conferida a palavra, minha mente se aquietou. Senti que se não o fizesse seria como um disco antigo de vinil, riscado, rateando sob a agulha, repetindo, repetindo...No entanto não revelarei aqui a palavra para não valorizá-la, descabida, desprovida de valor simbólico, que me parece... Ah! houve época em que os poetas acordavam com a procura obstinada de uma rima que os tirava do leito... e isso fazia mais sentido. Agora, para mim é tarde até para a psicanálise, pois futuro não há. Entretanto ainda alguns me lêm, quando me percebem sincero, creio eu. Ah! Quanto as pessoas necessitam da verdade, da sinceridade, da confissão particular de nossas fraquezas universais! Como ainda secretamente buscamos, uns nos outros, o sentido da vida! Ou uma palavra mágica, divina, que pronunciada ou escrita refaça o universo... (Guilherme de Faria)

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