terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Alma Welt não estava no centro do Mundo... Não conheceu platéias nem honrarias. Seus leitores, ela os teve na rede por breves e intensos dois anos, e começavam a crescer. Entretanto não era de periferias, mas lá do verdadeiro fim do mundo, onde o vento sopra sem barreiras, eternamente, cruelmente... Conhecia dentro e fora amplidões que os nossos olhos normalmente desconhecem. Vivendo nas planícies sem fim de seu Pampa amado, conhecia solidões, lonjuras e silêncios que a nós seriam mortais. Também a ela o foram, essa é a verdade... Mas como resistiu! Como derramou versos que encheriam cochilhas não fossem eles represados na Arca de sua Alma, que ora derrama seu conteúdo sobre nós, perplexos, encantados, emocionados com tal dor, alegria e êxtase... com tão grande e trágica beleza! (Guilherme de Faria)

Nenhum comentário: