terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Quando o grande William Turner estava bem velho, agentes da Corôa Britânica foram à sua pequena e modesta casa na beira do Tâmisa portando alguns milhares de libras para adquirirem para a coleção real o seu grande quadro entitulado "Dido Construindo Cartago", de sua fase inicial, que ele havia exposto com grande sucesso na Royal Academy 50 anos atrás, quando tinha influência ainda do pintor francês Claude Lorraine, que ele muito admirava. Turner disse aos agentes: "Poupem os dinheiros públicos" e mostrou a eles o seu testamento que doava à nação toda a sua obra, acumulada, colecionada e frequentemente rematada por ele em leilões de espólio de famílias nobres. Os agentes admirados se retiraram. Pouco anos depois Turner faleceu e os agentes voltaram para fazer o inventário das obras da coleção do mestre (hoje na Tate Gallery). Eles entravam e saíam perplexos, abanando as cabeças. "Nunca vimos algo assim antes"- eles diziam- "desde o desenterro de Pompéia!" Uma camada de dez centímetros de poeira cobria tudo dentro da casa. Milhares de telas, cadernos, álbuns, aquarelas soltas, tudo, tudo coberto por uma camada de pó de mais de cinqüenta anos! Nunca Turner permitiu que uma empregada passasse um pano ou espanador em nada. Moral da estória? Não tem moral, é apenas uma curiosidade sobre as idiossincrasias de um gênio... (Guilherme de Faria)
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