terça-feira, 29 de janeiro de 2019

É curioso... Hoje, dia 1° do ano, a minha Oscar Freire amanhece silenciosa, e não se ouvem nem bem-te-vis. Acordei cedo, porque não bebo álcool desde 1981. Nem um único gole. Quando eu era jovem, "um dedal era muito e um barril era pouco", como se diz... Não faz falta, não tenho saudades, nunca tive de lá para cá a chamada "memória eufórica". Sou atípico, nunca tive recaída. Aprendi a lição de estalo quando ouvi o primeiro depoimento. Não duvidei. Burro é quem só aprende com a própria experiência. Nunca mais brindei a nada, deixo pra quem pode. Bebam por mim neste novo ano, mas saibam que não tenho um pingo de inveja, mesmo reconhecendo ainda a beleza da cor de um copo de cerveja ou de vinho... mas só como pintor. Acreditem se quiserem. Fui bem mais feliz na sobriedade. Meu desenho, minha pintura? Não mudaram, não ficaram nem melhor nem pior, talvez porque a Arte num artista é o último baluarte a cair. Deus seja louvado. ELE parece apreciar os artistas porque lhes dá umas surras 
mas poupa a suas artes...
( Guilherme de Faria)

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