"Não sou um tipo dado à depressão, mas mais à angústia existencial, o que não melhora muito, eu sei... Lutei a vida toda contra um certo pessimismo de fundo, não paralisante, essencialmente racional, advindo de uma onipresente consciência da morte. Presumo que isso seja uma característica comum aos artistas e, no fundo, a razão da obsessão em criar. Na verdade, esse é o preço que se paga pela criatividade profunda, pelo dom da poesia, e pela paixão imoderada pela beleza. Por outro lado, há uma satisfação imensa após o término bem sucedido de cada obra, um orgulho que não se assemelha nem um pouco à vaidade, menos ainda ao narcisismo, e uma certeza da transcendência da vida, do espírito... em uma palavra: de Deus."
(das Memórias de Guilherme de Faria)
sexta-feira, 28 de dezembro de 2018
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