sábado, 26 de setembro de 2015

"Quando criança, passeando com meu pai, capitão médico reformado da cavalaria, num clube hípico, nos deparamos com um cavaleiro, que apeado lutava, exasperadamente, com a rédea de um cavalo arisco e assustado que queria empinar. Meu pai gritou para o cavaleiro: "Experimenta um pouco de amor!" O cavaleiro, então, fez um carinho no focinho e no pescoço do animal que imediatamente se acalmou. Depois fez um gesto rápido de mão, meio envergonhado, em agradecimento ao meu pai. Naquele dia passei a olhar o meu pai com outros olhos, já que até então o considerava distante e um pouco assustador." (das Memórias de Guilherme de Faria)

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